Obama ou Ossama
domingo, maio 22nd, 2011A semelhança não está apenas no nome. Ambos, imbuídos numa mentalidade medieval priorizam a morte, por isso nenhum deles serve como exemplo e pode agregar na construção da uma sociedade mais humanizada e consciente. Não me parece importante “medir” a culpabilidade ou a crueldade de quem mais matou, mas a responsabilidade de Obama que lidera e vive num país dito civilizado e na vanguarda da influência no mundo e na criação de tendências, parece-me maior, já que, ainda por cima e ironicamente, é “Prémio Nobel da Paz”.
Precisamos entender DEFINITIVAMENTE, que a assassinar, executar, vingar, ou de alguma forma pôr termo na vida de alguém, não é solução, nem vai resolver NUNCA qualquer tipo de atrito ou incompatibilidade. É ao mais responsável (esclarecido / instruído / informado), que cabe a iniciativa e a atitude de dar o exemplo. Os E.U.A. e o Sr Obama perderam mais uma excelente oportunidade de registrar este episódio histórico e o mundo pela diferença, semeando talvez a mais poderosa semente do exemplo, que seria ter capturando um ser desprezível e de índole desumana, como o era o Ossama, mas submetendo ao que de mais digno e caracteriza o homem – a justiça.
Pelo contrário, movidos pelo medo, pela arrogância, pela irresponsabilidade, mostraram que é permitido matar. Educaram e incentivaram a ideia de que é permitido tirar a vida. As pessoas que por alguma razão cultural ou religiosa estão do lado do Ossama, “aprenderam” mais uma vez, que estão certos quando congeminam os seus atos terroristas (seja por que motivos o façam) e que tirar a vida, não só é possível, mas é também um exercício de poder. A questão é: porque razão alguém iria querer sair a perder? Onde está o exemplo, a inteligência e a decência?
Desse modo, o que Obama, o Sr. Prémio Nobel da Paz fez, foi dizer que: matar é possível, matar é o caminho!
Sr. Obama, “aprenda viver”!
