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A Queda das Ideologias

quarta-feira, junho 3rd, 2009

Os “afunilamentos” intelectuais a que as diferentes ideologias nos conduzem, mais tarde ou mais cedo, por não terem a capacidade de acompanhar as sucessivas vaidades e interesses (os legítimos e os questionáveis) do homem, viveram na década de 80 um momento de especial reflexão, que resultou na emancipação de alguns empedernidos academismos intelectuais que, como nas ancestrais trasladações semânticas, vinham sublinhando a racionalidade. Foi nessa época que participei num fórum superiormente organizado no Palácio Veva de Lima em Lisboa, precisamente com o tema: “A Queda das Ideologias”. O discernimento dos proeminentes participantes nesse evento emanou como resultado dos trabalhos então desenvolvidos, a assumida conscientização de uma nova liberdade, que se pode traduzir, grosso modo, em “escolher não escolher as idéias que os outros escolhem”. Vinte e poucos anos se passaram e os reflexos desse importante encontro, não vigoram com a virilidade que se anunciava. Dissiparam-se, apesar do crescente  e salutar caos intelectual que, a sua indireta influência registra atualmente, para o qual é emergente uma ação bem inspirada, que seja, ao mesmo tempo, tão desprovida dos academismos virtualmente ultrapassados, quanto da insensível e insana anarquia que a ausência de ideologias, paradoxalmente é ameaça. Para mim ficou mais fácil entender (e assimilar) que me é mais legitima a responsabilidade, do que a crítica; mais inteligente a ação, que a reflexão… e é por ai que vou pautando a minha (muito própria) “ideologia”.

O blá, blá, blá nosso de cada dia

sexta-feira, maio 22nd, 2009

Não creio que se deva dar muito crédito a quem não consegue colocar na prática aquilo que diz defender. É bem mais fácil mesmo para quem não tem o “dom da palavra”, se demitir das responsabilidades utilizando as palavras, do que comprometer-se com  ação.  O poder da ação vale mais do que mil palavras, pois é ele que melhor pode definir o nosso caráter. Além disso, o ato de agir, por si só, é um elogio à condição humana, que foi dotada de especiais capacidades que devem ser usadas e valorizadas. Deixo aqui a minha homenagem a todos aqueles, ilustres conhecidos e desconhecidos que ousaram agir, mesmo quando eventualmente os resultados não forma os desejados. Nessa eventual desilusão, nasceu com certeza um forte aprendizado e um exemplo para os que escolhem o comodismo da nada fazer. Tudo o que podemos ver, comentar, experimentar, utilizar, só pode acontecer porque alguém “fez”. Por isso faça, faça sempre. Se lhe falta a inspiração, faça uma boa ação,  um sorriso, um elogio, faça um carinho ou uma prece… mas faça!  

E cada um que “faça” a sua parte!