Posts Tagged ‘Liberdade’

Eu Acredito!…

terça-feira, outubro 4th, 2011

Nesta nova categoria que agora início no meu blog, tenho como objetivo criar como que uma rúbrica para expressar “as minhas crenças” em algumas verdades que considero inquestionáveis. Não sou, de fato, daqueles que não acreditam em “Verdades Feitas” e não me preocupa ter medo de sentir que com isso poderei colocar em causa qualquer liberdade que me seja fundamental. De fato, até mesmo as minhas mais viscerais e ousadas intuições libertinas, coabitam em perfeita tranquilidade com as verdades que muitos poderiam sentir e definir como asfixiantes e restritivas, mas que para mim, são não só grandiosas, como a sua rejeição, um reflexo da renegada sabedoria natural e inata que insistimos em não identificar, praticar e aproveitar em nosso favor, com impato de extrema negatividade na condução das nossas vidas e responsabilidades e na consequente (e por demais evidente) falta de assertividade na nossa educação (entenda-se particulamente, a cívica) e da daqueles que estão sob a nossa alçada, como os nosso filhos, ou os nossos educandos. Afinal, “é dificil viver as verdades do mundo, quando o seu coração não se sente à vontade.˜

A Queda das Ideologias

quarta-feira, junho 3rd, 2009

Os “afunilamentos” intelectuais a que as diferentes ideologias nos conduzem, mais tarde ou mais cedo, por não terem a capacidade de acompanhar as sucessivas vaidades e interesses (os legítimos e os questionáveis) do homem, viveram na década de 80 um momento de especial reflexão, que resultou na emancipação de alguns empedernidos academismos intelectuais que, como nas ancestrais trasladações semânticas, vinham sublinhando a racionalidade. Foi nessa época que participei num fórum superiormente organizado no Palácio Veva de Lima em Lisboa, precisamente com o tema: “A Queda das Ideologias”. O discernimento dos proeminentes participantes nesse evento emanou como resultado dos trabalhos então desenvolvidos, a assumida conscientização de uma nova liberdade, que se pode traduzir, grosso modo, em “escolher não escolher as idéias que os outros escolhem”. Vinte e poucos anos se passaram e os reflexos desse importante encontro, não vigoram com a virilidade que se anunciava. Dissiparam-se, apesar do crescente  e salutar caos intelectual que, a sua indireta influência registra atualmente, para o qual é emergente uma ação bem inspirada, que seja, ao mesmo tempo, tão desprovida dos academismos virtualmente ultrapassados, quanto da insensível e insana anarquia que a ausência de ideologias, paradoxalmente é ameaça. Para mim ficou mais fácil entender (e assimilar) que me é mais legitima a responsabilidade, do que a crítica; mais inteligente a ação, que a reflexão… e é por ai que vou pautando a minha (muito própria) “ideologia”.