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Educação Emocional

quinta-feira, setembro 9th, 2010

bolas-emocionaisA par Educação Escolar e da Formação Acadêmica que há muito consideramos necessárias para a obtenção de um padrão de vida minimamente satisfatório, devemos acrescentar, como complemento fundamental (e que deve ser entendido como uma responsabilidade individual prioritária e crucial), a nossa Educação Emocional. Impressiona a forma como ainda não nos damos conta do quanto o conhecimento acadêmico, tão bem conotado e desejado ao longo dos tempos como manifestação das capacidades do intelecto (mesmo nos mais elevados níveis que podemos considerar), e apesar do seu indiscutível valor e contributo para a elevação,  da nossa condição humana, não garante, por si só,  a certeza de um bom desempenho, ao nível das nossas ilimitadas capacidades, para a assertividade das nossas atitudes comportamentais, das escolhas que fazemos, nas pequenas e grandes coisas, ao longo da  vida, em termos pessoais, dos relacionamentos e práticas de cidadania, e das nossas opções profissionais. Na minha prática de atendimento individual, tenho, como acredito que todos têm também nas suas vivências e experiências pessoais, constatado inúmeros casos de pessoas, sensíveis, com irrepreensível conduta e conhecimentos acadêmicos, mas que se apresentam como farrapos humanos, destroçados pela incapacidade de se entenderem e de lidarem com as emoções. Ou, num outro extremo, pessoas simples, despreparadas academicamente, que levam a vida intuitivamente, por impulsos, com uma arbitrariedade que lhes é sempre externa, sem controle, ao sabor dos ventos, das boas e más sortes. Essas pessoas (uns e outros), nem por isso deixam de ser pais e mães, educadores, trabalhadores,  governantes, cumplices fazedores desta sociedade que (des)constroem, descaracterizando-a de valores mais harmoniosos, valorosos e humanistas, apenas pelo usufruto da sua condição de agir, de forma totalmente desresponsabilizada, mas legitimada pela “opinião pública” que nós mesmos emitimos e alimentamos, das leis que nós mesmos criamos e adaptamos, em defesa da promíscua libertinagem em que covardemente nos escondemos, sob o rótulo de palavras que assim tornamos ocas, como Liberdade, Direitos, Igualdade Social, Cidadania, Democracia, Responsabilidade, Educação,…

Educar as emoções, é a chave não só para o sucesso, assertividade, sentido ético e de responsabilidade de cada indivíduo, mas também a derradeira “fórmula” para a construção de uma sociedade humanizada, pacificada e justa. Comprovamos essa teoria se considerarmos, como exemplo, que uma das mais notórias e efetivas vantagens de uma boa Educação Emocional, é a capacidade de superação do medo; e o medo, com intensidade proporcional, é a razão de toda e qualquer manifestação de agressividade, violência, injustiça, incompreensão e intolerância. Precisamos entender isto com a mais pura e intensa firmeza, sem reservas ou indiferenças,  e o ideal seria que cada ser humano colocasse como objetivo prioritário a sua responsabilização por “aprender” a Educação Emocional, com o mesmo fervor e entusiasmo que desde cedo coloca na procura da riqueza e na obtenção de bens materiais.

Que bom seria se não nos fosse dada a possibilidade de obter uma sem a outra. Que bom seria descobrirmos que não precisamos dessa (riqueza), se tivermos a outra. Que bom seria habitar um mundo verdadeiramente igualitário, nos direitos, nas condições e qualidade de vida, nas oportunidades. Que maravilhoso imagino ser, viver e conviver com pessoas equilibradas, verdadeiras e felizes… Que bom que seria!

PS: Faça a sua parte, obtenha a sua Educação Emocional. Eduque e se Eduque!

Mais informações no site: www.aprendaviver.com