Archive for the ‘Reflexões’ Category

Educação Emocional

quinta-feira, setembro 9th, 2010

bolas-emocionaisA par Educação Escolar e da Formação Acadêmica que há muito consideramos necessária para a obtenção de um padrão de vida minimamente satisfatório, devemos acrescentar, como complemento fundamental (e que deve ser entendido como uma responsabilidade individual prioritária e crucial), a nossa Educação Emocional. Impressiona a forma como ainda não nos damos conta do quanto o conhecimento acadêmico, tão bem conotado e desejado ao longo dos tempos como manifestação das capacidades do intelecto, (mesmo nos mais elevados níveis que podemos considerar), não garante, por si só, apesar do seu indiscutível valor, para a assertividade das nossas atitudes comportamentais, das escolhas que fazemos, nas pequenas e grandes coisas, ao longo da nossa vida em termos pessoais, dos relacionamentos e práticas de cidadania, e das nossas opções profissionais.

Educar as nossas emoções, é a chave não só para o sucesso, assertividade, sentido ético e de responsabilidade de cada indivíduo, mas também a derradeira “fórmula” para a construção de uma sociedade humanizada, pacificada e justa. Comprovamos essa teoria se considerarmos, como exemplo, que uma das mais notórias e efetivas vantagens de uma boa Educação Emocional, é a capacidade de superação do medo; e o medo, com intensidade proporcional, é a razão de toda e qualquer manifestação de agressividade, violência, injustiça, incompreensão e intolerância. Precisamos entender isto sem reservas e o ideal seria que cada ser humano colocasse como objetivo prioritário a sua responsabilização por aprender a sua Educação Emocional, como o mesmo fervor e entusiasmo que desde cedo coloca na obtenção da riqueza de bens materiais.

Que bom seria se não nos fosse dada a possibilidade de obter uma sem a outra. Que bom seria descobrirmos que não precisamos dessa (riqueza), se tivermos a outra. Que bom seria habitar um mundo verdadeiramente igualitário, nos direitos, nas condições e qualidade de vida, nas oportunidades. Que maravilhoso imagino ser, viver e conviver com pessoas equilibradas, verdadeiras e felizes… Que bom que seria!

PS: Faça a sua parte, obtenha a sua Educação Emocional, Eduque e se Eduque!

Mais informações no site: www.aprendaviver.com

A “negra dança da vida”

quarta-feira, agosto 18th, 2010

idosos-felizesNão costumamos questionar o que nos parece evidente,  e por isso também pouco questionamos a própria vida - o que fazemos com ela, como a “gastamos” ( já que ela nos foi dada,  sem esforço e sem necessidade de empenho da nossa parte). Absortos com o nosso dia a dia, com as escolhas e compromissos que improvisamos para atender as nossas efêmeras necessidades, acabamos por subestimar as  ilimitadas capacidades com que somos dotados. Por outro lado, temos a aguçada capacidade de julgar, de opinar e de ser reativos a tudo o que não nos agrada, ou nos gera desconforto. As nossas espantosas capacidades e energia acabam por ser colocadas  ao serviço desgastante e desesperante  de minimizar ou adiar os efeitos das “autoflagelações” e “mutilações” que submetemos com a mais silenciosa crueldade o nosso corpo, a mente, as nossas vidas. Alimentamos com fútil “habilidade” e  indiferença  a incapacidade de nos escutarmos, a nós, aos outros e de entender a nossa essência associando-a à assertividade e à possibilidade de ser feliz. Resignamo-nos com a idéia de que vamos morrer inevitavelmente doentes e infelizes. Na verdade, apenas uma das cerca de 1700 pessoas que em média conhecemos (mais estreitamente) ao longo da vida, vai morrer de causas naturais.Todos os restantes, com uma ENORME possibilidade de estarmos incluindos, vai morrer de doença ou acidente.  Quanto tempo mais vamos participar nesta “dança”? E você,… de que lado vai escolher ficar?

Precisamos aprender a escolher o outro lado da “realidade”. Aprenda Viver!

“O Segredo da Vida”

sexta-feira, julho 24th, 2009

VAMOS VIVER COM QUALIDADE DE VIDA!

Um médico estava fazendo sua caminhada matinal quando viu uma velhinha sentada no degrau de sua varanda fumando um cigarro. Curioso, ele foi até ela e perguntou:

“Não pude deixar de notar como a senhora parece feliz! Qual o seu segredo?”

“Eu fumo 10 cigarros por dia” ela respondeu. “Antes de ir pra cama eu fumo um grande baseado.
Fora isso, eu bebo uma garrafa de Jack Daniels toda semana e só como besteiras. Nos finais de
semana, tomo pílulas, faço sexo e nao faço nenhum exercício fisico”

O médico espantando: “Isso é extraordinário! Quantos anos a senhora tem?”

 ”Trinta e quatro” ela respondeu.

(Esta “reflexão”, foi-me enviada pela minha preciosa amiga Cacilda Costha Paranhos.)

Os mistérios do preto

quarta-feira, junho 10th, 2009

Uma coisa que me chamou a atenção quando visitei a Suécia, foi verificar que é muito raro encontrar um carro de cor preta. Só percebi isso porque pelas ruas e avenidas circulam predominantemente os grandes “Volvos”  (a “jogar” em casa*), que desfilam, surpreendentemente, em cores bem vivas (para não dizer berrantes), como o amarelo , os azuis e verdes claros, os vermelhos, etc. Associando a isso o fato de que a projeção do sol, pela sua inclinação naquele país como que “torna as cores mais vivas” (“parecendo ter luz”), as ruas da Suécia ganham vida com todo aquele colorido, num trânsito que raramente chega a incomodar. Curiosamente, quando cheguei ao Brasil, terra de sol e da alegria que contrasta com a conhecida “frieza” dos escandinavos, reparei que os automóveis são, predominantemente, pretos (ou cinza).

Não seria mais lógico que fossem os Suecos a optar por essa cor, sabendo que a cor preta absorve até 90% da luz solar, retendo desse modo o precioso calor que eles raramente têm? Por outro lado, não seria mais esperado que num país quente e “colorido” como o Brasil, que a contagiante alegria e extroversão deste povo se manifestasse de forma mais evidente na escolha das cores dos seus carros, até mesmo para “repelir”, pela utilização de tons mais claros, um pouco do predominante e intenso calor que assola todo este território?

Bom, quem sabe os suecos tentam compensar um pouco da sua reconhecida austeridade e natureza pouco efusiva e expansiva, escolhendo cores bem alegres, diria até divertidas, enquanto que os brasileiros tentam  remeter para o preto dos seus carros, uma atitude e postura mais ”sérias”, que na verdade não caracteriza o seu comportamento e mentalidades?!

* Para quem não saiba, a prestigiada “Volvo” é uma marca de automóveis sueca.

A Queda das Ideologias

quarta-feira, junho 3rd, 2009

Os “afunilamentos” intelectuais a que as diferentes ideologias nos conduzem, mais tarde ou mais cedo, por não terem a capacidade de acompanhar as sucessivas vaidades e interesses (os legítimos e os questionáveis) do homem, viveram na década de 80 um momento de especial reflexão, que resultou na emancipação de alguns empedernidos academismos intelectuais que, como nas ancestrais trasladações semânticas, vinham sublinhando a racionalidade. Foi nessa época que participei num fórum superiormente organizado no Palácio Veva de Lima em Lisboa, precisamente com o tema: “A Queda das Ideologias”. O discernimento dos proeminentes participantes nesse evento emanou como resultado dos trabalhos então desenvolvidos, a assumida conscientização de uma nova liberdade, que se pode traduzir, grosso modo, em “escolher não escolher as idéias que os outros escolhem”. Vinte e poucos anos se passaram e os reflexos desse importante encontro, não vigoram com a virilidade que se anunciava. Dissiparam-se, apesar do crescente  e salutar caos intelectual que, a sua indireta influência registra atualmente, para o qual é emergente uma ação bem inspirada, que seja, ao mesmo tempo, tão desprovida dos academismos virtualmente ultrapassados, quanto da insensível e insana anarquia que a ausência de ideologias, paradoxalmente é ameaça. Para mim ficou mais fácil entender (e assimilar) que me é mais legitima a responsabilidade, do que a crítica; mais inteligente a ação, que a reflexão… e é por ai que vou pautando a minha (muito própria) “ideologia”.

Qual é mesmo o seu problema?…

quinta-feira, abril 30th, 2009

…dizias-me… desculpa mas …

 … qual é mesmo o teu problema??